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Elis Regina da minha (nem tão) velha infância

Hoje fui chacoalhada com a triste e irremediável efeméride de morte da Elis. Não sou ligada em datas, a não ser as mais que conhecidas e comemoradas, ou lembradas.

Soube, pelo Facebook, a caminho do trabalho, pelo celular, dos 30 anos de morte da maior cantora que o Brasil já viu e ouviu. Superada por nenhuma outra até hoje, seja na voz, seja na interpretação, na minha opinião. E é muito fácil concordar com essa afirmação tendo em vista a comoção daqueles que sequer estavam no planeta quando da permanência dela por aqui: ouvem, desde sempre, o repertório que seus pais e todos sabem de cor e salteado, reconhecem a voz desde as primeiras sílabas cantadas; é uma relação quase que atávica com a sua figura e o seu dom de intérprete.

Uma amiga postou “Como nossos pais” no Facebook e mencionou exatamente isso, que não era nascida quando Elis Regina faleceu e acrescentou: “…mas sinto falta ‘Como nossos pais’ devem sentir!” Bonitinho e criativo o comentário dela! Bem, eu tive o privilégio de compartilhar a mesma atmosfera, muito embora por pouco tempo, porém de forma inesquecível. Eu tinha 5 anos quando Elis morreu. Lembro bem da comoção geral. E eu, muito triste, lembro como se fosse ontem de perguntar pra minha mãe porque ela tinha morrido. Ela respondeu: “porque ela tomou um remédio errado, filha! Com remédio não se brinca, viu o que acontece?” Aproveitou esse evento trágico pra educar! Surtiu tanto efeito que eu jamais esqueci do que ela disse! 😀 (Esse foi o meu comentário ao post dessa amiga)

Lembro perfeitamente do clipe de “O bêbado e a equilibrista” no Fantástico. É apenas fechar os olhos e me ver na sala de televisão da minha casa, ar-condicionado ligado e o rosto – assustador para uma criança! -, daquele Carlitos em super close, na TV da marca National. Ou, ainda, do especial da Globo “Mulher 80” (veja trecho do especial aqui e a participação da Elis aqui), com a Elis e uma troça espetacular de mulheres cantoras. Caraca, minha memória tá um aço! Nesse especial eu tinha 3 anos (soube que era de 1979 na pesquisa) e, juro, lembro de verdade. Acreditem, escrevi tudo isso e só depois fui buscar as referências no São Google, que é o meu pastor e nada me faltará! 😉

Todos da minha geração lembram o que faziam, onde estavam, qual era a situação que viviam quando soube da triste notícia. Dentre todas as que chegaram ao meu conhecimento, adorei a história do Eduardo Goldenberg, que mantém o Buteco do Edu, seu blog maravilhoso e de indispensável leitura. Além disso, ele postou uma surpresinha, do tipo relíquia, no post “30 anos sem Elis Regina”.

Elis é coisa da minha infância. E o que vem de lá, mesmo que distante, a gente leva por toda a vida.

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